terça-feira, 27/10/2026

Novas normas para o MEI: perdão de dívidas, elevação do teto e ampliação do quadro de funcionários

Em uma decisão que pode transformar o cenário para os pequenos negócios no Brasil, o Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15) um Projeto de Lei Complementar (PLC) que traz uma série de mudanças significativas…

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Em uma decisão que pode transformar o cenário para os pequenos negócios no Brasil, o Senado Federal aprovou nesta quinta-feira (15) um Projeto de Lei Complementar (PLC) que traz uma série de mudanças significativas para os Microempreendedores Individuais (MEIs). A proposta, já aprovada pela Câmara dos Deputados um dia antes, agora aguarda a sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e promete beneficiar até 3,6 milhões de empreendedores com dívidas que totalizam aproximadamente R$ 12,6 bilhões.

Dentre as principais inovações do projeto, destaca-se o perdão de dívidas acumuladas até 13 de outubro de 2026, que abrange não só os débitos já inscritos na Dívida Ativa da União, mas também aqueles em fase de cobrança administrativa. Além disso, o limite de faturamento dos MEIs será elevado para R$ 110 mil em 2027 e R$ 140 mil em 2028, permitindo uma maior flexibilidade para o crescimento desses pequenos negócios sem a necessidade de migrar para categorias empresariais mais complexas.

Outra mudança relevante é a ampliação da possibilidade de contratação de funcionários, com a permissão de até dois empregados em determinadas atividades, o que poderá favorecer a geração de empregos formais. A medida foi aprovada com expressivos 461 votos favoráveis na Câmara e 78 no Senado, demonstrando um amplo apoio legislativo.

O governo argumenta que o perdão das dívidas é uma resposta à crescente inadimplência entre os microempreendedores, agravada pela pandemia. O ministro do Empreendedorismo, Paulo Henrique Pereira, justificou a ação como uma forma de permitir que esses trabalhadores voltem a operar regularmente, com acesso facilitado a crédito e novas oportunidades. Contudo, o perdão vem acompanhado de condições que os empreendedores devem atender, como regularizar pagamentos e desistir de ações judiciais relacionadas às dívidas anistiadas.

As novas regras, uma vez sancionadas, entrarão em vigor em etapas: o perdão das dívidas poderá ser imediatamente aplicado, enquanto o aumento do limite de faturamento será gradual. Com isso, o governo estima um impacto fiscal de bilhões nos próximos anos, refletindo um esforço em apoiar a recuperação e o crescimento dos pequenos negócios, que são fundamentais para a economia brasileira.

O pacote também inclui uma proposta do governo para concessão de até R$ 5 mil em recursos não reembolsáveis para investimentos em pequenos negócios, embora essa medida ainda precise passar pelo crivo do Congresso. Com essas iniciativas, o governo busca não apenas aliviar a carga financeira dos microempreendedores, mas também estimular o desenvolvimento econômico em um momento desafiador para muitos.

Crédito da imagem: Foto: Pixabay — JACLOU-DL (pixabay)