terça-feira, 27/10/2026

Rubio aponta prazo de até 60 dias para Trump reconsiderar suspensão de sanções contra a Rússia

O futuro das sanções e tarifas impostas à Rússia agora está nas mãos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma decisão recente, ele recebeu um prazo de 60 dias para ponderar sobre…

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O futuro das sanções e tarifas impostas à Rússia agora está nas mãos do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Em uma decisão recente, ele recebeu um prazo de 60 dias para ponderar sobre as consequências econômicas da suspensão dessas medidas, conforme informou o secretário de Estado, Marco Rubio, neste sábado (17). A suspensão foi divulgada na sexta-feira e, até o momento, Trump não se posicionou de maneira definitiva sobre o assunto.

Rubio, que se preparava para uma viagem ao Uzbequistão, destacou que o presidente está interessado em avaliar como a revogação das sanções poderia impactar tanto a economia global quanto a americana. A legislação em questão, conhecida como Lei Graham, havia sido sancionada por Trump no mês anterior, sob pressão de parlamentares que pediam ações mais rigorosas contra Moscou devido à invasão da Ucrânia.

As sanções suspendidas abrangiam tarifas sobre produtos russos e penalidades a nações que realizam compras de petróleo e gás da Rússia, com sua implementação programada para a próxima semana. A nova ordem executiva não deixou claro por quanto tempo as sanções permanecerão suspensas, mas Rubio afirmou que o tempo concedido a Trump é crucial para uma análise cuidadosa.

Além disso, a medida foi alvo de críticas diretas do presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, que advertiu que a decisão poderia fortalecer Putin e prolongar o conflito. O cenário é ainda mais complicado com a proposta de um acordo separado entre os EUA e a Rússia, que visa aumentar a oferta de diesel no mercado global para conter os altos preços dos combustíveis, exacerbados pelas tensões no Oriente Médio e pela guerra na Ucrânia.

Rubio declarou que, sob o acordo, a Rússia se comprometeria a fornecer mais de 300 mil toneladas métricas de diesel aos EUA inicialmente, com remessas adicionais previstas para os meses seguintes. Chris Wright, secretário de Energia dos EUA, enfatizou que esse acordo não é uma salvação econômica para a Rússia, mas sim uma pressão que poderia beneficiar os consumidores americanos e, potencialmente, contribuir para a paz na região.

Essas movimentações no cenário internacional demonstram a complexidade e a interconexão dos conflitos que afetam a economia global, com a administração Trump se encontrando em uma encruzilhada delicada entre sanções e negociações. O resultado dessa análise poderá ter repercussões significativas não apenas para a Rússia, mas também para a Ucrânia e o mercado energético mundial.

Crédito da imagem: Donald Trump e Vladimir Putin.