No último domingo, 8 de novembro, a 27ª edição do Leilão Mundial da Trufa Branca de Alba, realizada no histórico castelo de Grinzane Cavour, próximo a Alba, na Itália, destacou-se não apenas pelos lances exorbitantes, mas também pela sua crescente internacionalização. Uma trufa branca de 1,1 kg foi arrematada por impressionantes 110 mil euros, equivalente a cerca de R$ 613 mil, por um comprador de Hong Kong, conforme reportado pela agência France Presse.
O leilão não se limitou a esse recorde. Um segundo lote, contendo uma trufa de 300 gramas, inicialmente vendido por 12 mil euros, acabou sendo relicitado e vendido por 14 mil euros (R$ 85,8 mil) a um empresário local, após o primeiro comprador desistir da compra. Este evento, que ocorre anualmente, voltou a gerar otimismo entre os organizadores, mesmo após um período de seca que afetou a produção de trufas. Roberto Bodrito, presidente da Enoteca Piemonte Cavour, comentou que as chuvas recentes trouxeram esperança para a temporada de colheita.
O leilão deste ano se destacou pelo aumento da participação internacional, com novas cidades como Brasília, Londres, Macau e Vilnius se unindo a destinos tradicionais como Hong Kong, Bangkok e Viena. Bodrito ressaltou que o evento se tornou verdadeiramente global, refletindo a crescente demanda por este ingrediente tão valorizado na gastronomia.
Além de sua fama e preço elevado, as trufas brancas de Alba, conhecidas como Tuber magnatum Pico, são apreciadas por chefs e gourmets em todo o mundo. Este fungo subterrâneo, que cresce em simbiose com certas árvores, exige condições específicas de solo para se desenvolver. Desde sua primeira edição em 1999, o leilão já arrecadou cerca de 7,2 milhões de euros, com os fundos destinados a diversas obras beneficentes, incluindo projetos de saúde e educação em comunidades carentes.


