segunda-feira, 26/10/2026

Americanas conclui processo de recuperação judicial com decisão da Justiça.

A Americanas, uma das principais varejistas do Brasil, anunciou nesta segunda-feira (19) que a Justiça do Rio de Janeiro encerrou seu processo de recuperação judicial, iniciado em janeiro de 2023 após a descoberta de…

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A Americanas, uma das principais varejistas do Brasil, anunciou nesta segunda-feira (19) que a Justiça do Rio de Janeiro encerrou seu processo de recuperação judicial, iniciado em janeiro de 2023 após a descoberta de um escândalo contábil que revelou um rombo de bilhões de reais. Este desdobramento é um marco significativo para a empresa, que conseguiu cumprir as metas estipuladas no plano aprovado por uma ampla maioria de seus credores.

A companhia destacou um aumento de 9,3% nas vendas das lojas em operação no primeiro semestre de 2026 e um impressionante ganho de eficiência operacional de R$ 500 milhões. O encerramento do processo foi solicitado pela própria Americanas em março deste ano e recebeu um parecer favorável tanto da Administração Judicial quanto do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, evidenciando um esforço conjunto para a recuperação da empresa.

Em um comunicado, a Americanas reafirmou seu compromisso com o crescimento sustentável e a melhoria da experiência de compra de seus clientes, sinalizando uma nova fase após a turbulência financeira. Após a notícia, as ações da empresa registraram uma valorização de quase 7%, fechando o dia cotadas a R$ 5,97.

Para entender melhor o contexto, é preciso lembrar que o rombo contábil foi revelado em 11 de janeiro de 2023, quando a Americanas informou sobre “inconsistências em lançamentos contábeis” que inicialmente somavam cerca de R$ 20 bilhões. A saída abrupta do então presidente Sergio Rial, apenas nove dias após assumir o cargo, gerou um efeito dominó, levando investidores a se desfazerem de suas ações e provocando uma queda drástica de quase 80% no valor dos papéis em um único dia.

No dia 19 de janeiro, a situação se agravou, culminando no pedido de recuperação judicial com uma dívida total superior a R$ 50 bilhões. O plano de reestruturação, que só foi aprovado em dezembro, incluía um aporte significativo de R$ 12 bilhões pelos acionistas de referência, os bilionários Jorge Paulo Lemann, Carlos Alberto Sicupira e Marcel Herrmann Telles, demonstrando a confiança dos investidores na recuperação e no futuro da Americanas.