segunda-feira, 26/10/2026

Brasil considera interromper exportações de frango para a China em razão de surto de doença de Newcastle em Santa Catarina

Um foco da doença de Newcastle (DNC) em uma granja de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina, está gerando preocupações no mercado de exportação de carne de frango brasileiro. Como resultado imediato, o Brasil…

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Um foco da doença de Newcastle (DNC) em uma granja de perus em Nova Itaberaba, Santa Catarina, está gerando preocupações no mercado de exportação de carne de frango brasileiro. Como resultado imediato, o Brasil deverá suspender temporariamente as vendas desse produto para a China, seu maior comprador. A decisão está alinhada com um protocolo sanitário estabelecido entre os dois países, que exige a interrupção das exportações sempre que uma doença infecciosa aviar for identificada em território nacional.

Após a confirmação do surto, o Ministério da Agricultura brasileiro precisa notificar as autoridades chinesas, que então avaliarão a extensão das restrições. Essas podem variar desde um embargo total até limitações regionais, permitindo a continuidade das exportações de áreas não afetadas pela doença.

A resposta internacional não se restringe à China. O México, por exemplo, já anunciou a suspensão das importações de carne de frango e outros produtos avícolas brasileiros, além de aves vivas e ovos férteis. O governo mexicano justificou a medida como uma forma de proteger sua própria produção avícola, que se encontra livre da doença.

Na granja de Nova Itaberaba, que abriga cerca de 6 mil perus, o Serviço Veterinário Oficial já interditou as operações. As autoridades locais estão implementando ações para controlar e erradicar o surto, além de intensificar a vigilância nas propriedades da região. O Ministério da Agricultura garantiu que a movimentação de aves foi suspensa e que as ações de controle estão sendo realizadas conforme o plano nacional de contingência para essas doenças.

Tanto o ministério quanto a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc) enfatizaram que não há risco para os consumidores e que o consumo de carne de aves e ovos de estabelecimentos inspecionados continua seguro. No entanto, a situação revela a fragilidade das cadeias alimentares diante de surtos sanitários, ressaltando a importância de uma vigilância constante e das medidas rápidas de contenção.