segunda-feira, 26/10/2026

Governo considera projeto de anistia para dívidas de estabelecimentos do Simples após menção de Flávio sobre o Perse.

A proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei visando a anistia das dívidas ativas da União para empresas do Simples Nacional,…

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A proposta do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de enviar ao Congresso Nacional um projeto de lei visando a anistia das dívidas ativas da União para empresas do Simples Nacional, especialmente no setor de eventos, bares e restaurantes, surge em um contexto econômico delicado. Este anúncio, feito recentemente, é uma resposta direta às dificuldades enfrentadas por cerca de 400 mil empreendimentos que acumulam uma dívida total de aproximadamente R$ 15 bilhões.

O senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador político da campanha de Lula, destacou que a iniciativa foi autorizada pelo presidente e que está em fase de estudo para ser debatida no Congresso. Essa medida se junta à proposta de uma linha de crédito destinada a ajudar esses empresários a regularizar suas pendências fiscais, especialmente com a iminente reforma tributária prevista para o próximo ano.

Essa movimentação política ocorre em um momento em que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), candidato à Presidência pelo PL, anunciou sua intenção de retomar o Programa Emergencial para Retomada do Setor de Eventos (Perse), criado em 2021 durante a pandemia. O Perse, que foi encerrado pelo atual governo devido a questões fiscais e irregularidades reportadas, agora volta à pauta, com Bolsonaro prometendo restabelecê-lo para apoiar um setor que enfrenta grandes desafios financeiros.

O ministro do Empreendedorismo, Paulo Pereira, comentou sobre a situação, ressaltando que, embora a dívida ativa seja significativa, a reabilitação do setor é uma prioridade. Ele mencionou que o governo está focado em medidas que beneficiem tanto os microempreendedores individuais (MEIs) quanto as empresas do Simples, reconhecendo a necessidade urgente de suporte para um setor que é vital para a economia nacional.

Esse cenário evidencia a crescente tensão entre as propostas dos candidatos e os desafios econômicos que o Brasil enfrenta, revelando um campo fértil para debates sobre políticas públicas e o futuro do setor de eventos no país.