segunda-feira, 26/10/2026

GPA recebe aval judicial para reestruturação de suas dívidas e avança com plano de recuperação financeira

Após a homologação judicial de seu plano de recuperação extrajudicial, o GPA, controlador da rede de supermercados Pão de Açúcar, garante a continuidade de suas operações, um passo crucial para a reestruturação financeira da…

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Após a homologação judicial de seu plano de recuperação extrajudicial, o GPA, controlador da rede de supermercados Pão de Açúcar, garante a continuidade de suas operações, um passo crucial para a reestruturação financeira da empresa. A sentença, proferida pela 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo, foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico Nacional no dia 20 de outubro, permitindo ao GPA avançar na renegociação de R$ 4,6 bilhões em dívidas.

Com a decisão, a companhia agora tem até 30 dias corridos para que os credores que optaram por investir novos recursos cumpram as condições do plano e disponibilizem os fundos. O mesmo prazo se aplica aos contratos de credores com dívidas em moeda estrangeira que escolheram essa alternativa. Além disso, o GPA terá 60 dias para emitir e entregar novas debêntures, que substituirão os títulos antigos detidos pelos credores.

A B3, responsável pela infraestrutura do mercado financeiro, iniciará o bloqueio dos títulos antigos, impedindo sua negociação até que sejam substituídos. A medida abrange debêntures das 18ª e 20ª emissões do GPA, além de certificados de recebíveis imobiliários de suas séries mais recentes.

O plano de recuperação, aprovado judicialmente em maio, é um reflexo das dificuldades enfrentadas pelo Grupo Pão de Açúcar, que vem reportando prejuízos anuais desde 2022. A queda no consumo, a alta inflação dos alimentos, os juros elevados, gastos com gestão e obrigações fiscais têm contribuído para o cenário desafiador que a empresa enfrenta. Em meio a essa crise, o GPA se comprometeu a manter acionistas e o mercado informados sobre o progresso do processo de recuperação, em conformidade com as exigências regulatórias.