A Meta, controladora das populares plataformas Facebook, Instagram e WhatsApp, apresentou resultados financeiros impressionantes no terceiro trimestre de 2026. Entre julho e setembro, a empresa alcançou um lucro líquido de US$ 9,86 bilhões, refletindo um crescimento de 264% em comparação ao mesmo período do ano anterior. A receita total da companhia atingiu US$ 64,60 bilhões, um aumento de 26% em relação ao terceiro trimestre de 2025.
O segmento conhecido como Family of Apps, que agrupa os principais aplicativos da Meta, foi responsável por quase toda a receita, faturando US$ 64,16 bilhões. Deste total, a publicidade foi a grande protagonista, gerando US$ 63,06 bilhões. O crescimento da receita publicitária é atribuído tanto ao aumento no volume de anúncios exibidos quanto à elevação dos preços médios, que subiram 14% em relação ao ano passado.
O número de usuários ativos diários das plataformas também cresceu, alcançando 3,64 bilhões em setembro, um aumento de 3% em relação ao mesmo mês de 2025. Contudo, é importante destacar que o lucro operacional do trimestre foi impactado por um encargo extraordinário de US$ 9,89 bilhões, referente a um acordo judicial que envolve questões de saúde mental de adolescentes nos Estados Unidos.
Em meio a esses resultados, a Meta continua a investir pesadamente em inteligência artificial, considerada sua principal prioridade estratégica. O CEO Mark Zuckerberg anunciou o lançamento de novos modelos de IA, que visam melhorar a experiência do usuário e a eficiência na exibição de anúncios. A empresa acredita que esses avanços em IA contribuirão significativamente para o crescimento de sua receita nos próximos anos.
Para sustentar suas iniciativas em inteligência artificial, a Meta planeja investir entre US$ 135 bilhões e US$ 145 bilhões em 2026, além de reavaliar suas operações na divisão Reality Labs, que lida com tecnologias de realidade aumentada e virtual. Esta mudança de foco reflete a intenção da Meta de se concentrar em áreas que prometem maior retorno financeiro, enquanto busca mitigar as perdas em segmentos menos rentáveis.
Crédito da imagem: Meta recebeu mais de R$ 290 milhões de campanhas



