segunda-feira, 26/10/2026

Possibilidade de redução no preço do frango no Sul após surto de Newcastle em SC, aponta análise do Itaú

Com a recente identificação de um foco da Doença de Newcastle em Nova Itaberaba, Santa Catarina, o preço do frango pode sofrer uma queda significativa nos próximos meses, especialmente na Região Sul do Brasil.…

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Com a recente identificação de um foco da Doença de Newcastle em Nova Itaberaba, Santa Catarina, o preço do frango pode sofrer uma queda significativa nos próximos meses, especialmente na Região Sul do Brasil. Essa análise foi divulgada pelo banco Itaú BBA em um relatório nesta sexta-feira (23), que destaca as implicações da situação no mercado de carne avícola.

A doença, que afeta principalmente aves, já gerou a suspensão das exportações de frango de Santa Catarina por países como China, Arábia Saudita, Chile e México. Essa restrição é crítica, dado que o estado é responsável por 63% de sua produção destinada ao exterior, superando a média nacional de 37%. Com menos mercados disponíveis para escoar a produção, os frigoríficos catarinenses podem se ver forçados a direcionar parte de sua carne para o mercado interno, potencialmente aumentando a oferta e, consequentemente, pressionando os preços para baixo.

Segundo o Itaú BBA, essa dinâmica deve se intensificar no primeiro trimestre de 2027, um período em que a demanda normalmente diminui. Embora a prévia da inflação de outubro tenha mostrado um aumento de 0,71% no preço do frango em pedaços, a variação anual indica uma queda de 4%, conforme dados do IBGE.

O crescimento na produção de frango, que aumentou 3,7% nas quantidades abatidas e 6,2% na carne produzida de janeiro a setembro, também pode contribuir para essa possível redução de preços. Até agora, a robustez das exportações havia sustentado os valores, mas com a diminuição da demanda externa, a situação pode mudar rapidamente.

É importante ressaltar que a expectativa de queda nos preços pode não se traduzir diretamente em uma redução nos supermercados. Mesmo que os frigoríficos reduzam os preços no atacado, os custos de transporte e armazenamento podem impedir que esses descontos cheguem integralmente ao consumidor. O cenário é incerto e dependerá de quanto tempo as restrições de exportação se manterão e da resposta do mercado interno.

A análise do Itaú BBA sugere que, embora as condições atuais possam levar a um aumento da oferta e a uma possível queda nos preços, o impacto final ainda está sujeito a variáveis externas e ao comportamento do consumidor na virada do ano, quando a demanda costuma esfriar após as festividades e o recebimento do 13º salário.

Crédito da imagem: Claudio Schwarz/Unplash