segunda-feira, 26/10/2026

Queda de 20,7% nos pedidos de recuperação judicial no setor agro durante o segundo trimestre

O agronegócio brasileiro apresentou uma leve, mas significativa, redução nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre deste ano, conforme dados da Serasa Experian. Foram registrados 448 pedidos, marcando uma queda de 20,7% em…

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O agronegócio brasileiro apresentou uma leve, mas significativa, redução nos pedidos de recuperação judicial no segundo trimestre deste ano, conforme dados da Serasa Experian. Foram registrados 448 pedidos, marcando uma queda de 20,7% em comparação ao mesmo período do ano passado. Este é um sinal positivo, considerando que é a primeira diminuição em um segundo trimestre desde 2022.

Embora a diminuição possa ser interpretada como um alívio em meio ao cenário de endividamento que afeta muitos produtores rurais, o especialista da Serasa, Marcelo Pimenta, alerta para a necessidade de cautela. Ele ressalta que a queda nos pedidos pode ser fruto de um aumento sazonal nas receitas de alguns produtores, além de um avanço nas renegociações com os credores.

Pimenta destaca que, apesar do alívio momentâneo, o ambiente econômico para o agronegócio continua desafiador, com altos custos operacionais e um crédito mais restrito. Portanto, a continuidade dessa tendência de queda nos pedidos de recuperação judicial deve ser monitorada nos próximos meses.

No que se refere à distribuição geográfica dos pedidos, o Mato Grosso se manteve no topo, somando 107 solicitações, seguido por Goiás, São Paulo, Minas Gerais e Paraná. Em termos de atividades, o cultivo de soja, que é a principal commodity do Brasil, liderou com 70 pedidos, enquanto a criação de bovinos ocupou a segunda posição com 28 solicitações.

Uma análise mais detalhada revela que os pedidos feitos por produtores individuais diminuíram em 10,5% em relação ao segundo trimestre do ano passado, enquanto os pedidos de empresas jurídicas apresentaram uma queda ainda mais acentuada, de 34,2%. No que diz respeito ao porte das propriedades, aqueles classificados como “sem propriedades” concentraram o maior número de pedidos, seguidos por grandes, pequenos e médios proprietários, respectivamente.