segunda-feira, 26/10/2026

Trump propõe nova terminologia para inteligência artificial e gera debate sobre sua relevância histórica

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem se debruçado sobre um tema que vem ganhando cada vez mais destaque: a inteligência artificial. Recentemente, ele expressou sua intenção de renomear essa tecnologia para “superinteligência”,…

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, tem se debruçado sobre um tema que vem ganhando cada vez mais destaque: a inteligência artificial. Recentemente, ele expressou sua intenção de renomear essa tecnologia para “superinteligência”, alegando que o termo atual confere uma conotação de falsidade. Em seu discurso na Assembleia Geral da ONU, Trump afirmou que “de agora em diante, todos os documentos dos EUA e, espero, de todo o mundo, vão utilizar o nome Superinteligência”.

Antes de tomar essa decisão, Trump lançou uma enquete em sua rede social, a Truth Social, apresentando variações do nome, como “Inteligência Superior” e “Inteligência Extrema”. Porém, a falta de explicações sobre como essa mudança ocorreria ou a aceitação do mercado de tecnologia foi notável. Além disso, o presidente não hesitou em classificar como “inimigos” aqueles que continuassem a utilizar o termo “inteligência artificial”.

A proposta de Trump, embora chamativa, levanta questões sobre sua viabilidade e propósito. Especialistas em tecnologia, como Anderson Soares, um dos principais nomes em IA no Brasil, sugerem que a mudança de nomenclatura parece mais um movimento político do que um passo construtivo. Para Soares, a definição de inteligência, tanto em contextos biológicos quanto tecnológicos, ainda é nebulosa e a mudança de nome não aborda as questões centrais do desenvolvimento dessa tecnologia.

Na mesma linha, Cleber Zanchettin, professor da Universidade Federal de Pernambuco, ressalta que o discurso de Trump na ONU parece ser uma estratégia de marketing, mais do que uma proposta com significado prático. Para Allan Pscheidt, especialista em IA, a iniciativa pode ser vista como uma forma de reafirmar a soberania dos EUA em um cenário global onde a corrida pela chamada Inteligência Artificial Geral (AGI) se intensifica.

Entretanto, a mudança de nomenclatura pode não ser bem recebida pelo público. Zanchettin aponta que muitos ainda têm receio da IA, o que poderia ser exacerbado com termos como “superinteligência”, que podem soar ameaçadores. De acordo com pesquisas, a maioria das pessoas nos Estados Unidos e no Brasil se mostra mais preocupada do que animada com os avanços da IA.

O conceito de inteligência artificial, introduzido formalmente nos anos 50 por pesquisadores como John McCarthy e Marvin Minsky, reflete uma busca por máquinas que possam imitar a inteligência humana. Desde então, a tecnologia evoluiu e se tornou parte integrante do cotidiano, mas ainda enfrenta desafios de aceitação. Anderson Soares acredita que as reações a novas tecnologias geralmente passam por um ciclo de medo, aceitação e, eventualmente, compreensão.