terça-feira, 27/10/2026

FMI e Argentina firmam acordo que pode resultar na liberação de US$ 900 milhões

Na última terça-feira (27), um novo capítulo na relação entre a Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi escrito com a possibilidade de liberação de cerca de US$ 900 milhões para o país.…

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Na última terça-feira (27), um novo capítulo na relação entre a Argentina e o Fundo Monetário Internacional (FMI) foi escrito com a possibilidade de liberação de cerca de US$ 900 milhões para o país. A quantia, que depende da aprovação do conselho executivo do FMI, é parte de um ambicioso programa de financiamento de US$ 20 bilhões estabelecido em 2025.

Este repasse está atrelado à terceira revisão do programa, onde o FMI avalia o cumprimento das metas estabelecidas com o governo argentino. Segundo a instituição, houve progresso na economia do país, com destaque para a desaceleração da inflação e o aumento das reservas internacionais, que superaram as expectativas do acordo.

Esses recursos são cruciais para a Argentina, pois não apenas fortalecem suas reservas de dólares, mas também oferecem ao governo de Javier Milei uma margem maior para flexibilizar as restrições ao uso da moeda americana. Desde o início do programa, o FMI já desembolsou cerca de US$ 15,8 bilhões, e a nova liberação, se aprovada, elevará esse total a quase US$ 16,7 bilhões.

Ao longo do programa, os desembolsos foram organizados em etapas: em abril de 2025, US$ 12 bilhões foram liberados, seguidos por US$ 2 bilhões em julho de 2025 e aproximadamente US$ 1 bilhão em maio de 2026. O último repasse, de US$ 900 milhões, aguarda agora a chancela do conselho do FMI.

Um dos pontos destacados pelo FMI é a recomposição das reservas internacionais da Argentina, que atuam como um colchão financeiro. O relatório menciona que as reservas líquidas superaram a meta em US$ 4 bilhões, com o Banco Central adquirindo quase US$ 16 bilhões até agora no ano. Essa recuperação é um dos focos principais do acompanhamento do FMI no programa de financiamento.

Além disso, o ajuste fiscal é uma preocupação constante. O governo argentino deve buscar um superávit primário de 1,4% do PIB em 2026 e manter um esforço similar em 2027, o que implica em arrecadar mais do que gastar, desconsiderando os juros da dívida. Para o futuro próximo, o FMI recomenda que a Argentina continue a fortalecer suas reservas e busque alternativas de financiamento, preparando-se para um possível retorno ao mercado internacional.