A situação da saúde avícola em Santa Catarina se agrava com a confirmação de um terceiro foco da doença de Newcastle em Nova Erechim. A nova infecção foi registrada em uma granja que abriga 9.600 aves, dentro da área já considerada de emergência zoosanitária após o primeiro caso, que ocorreu em 19 de outubro. Com isso, as autoridades de saúde animal seguem em alerta máximo.
Segundo a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), assim como os casos anteriores nas cidades de Nova Itaberaba e Coronel Freitas, as aves afetadas não apresentam sintomas visíveis. Esse fato, embora tranquilize em parte, não diminui a preocupação com a propagação da doença.
A confirmação do novo foco levou a restrições nas exportações de carne de aves brasileiras. Enquanto o México e o Uruguai optaram por suspender a importação do produto nacional, outras nações impuseram embargos específicos, limitando-se a carne proveniente de Santa Catarina ou da região afetada. Essa medida pode impactar significativamente a economia local, que depende fortemente da avicultura.
As ações de controle sanitário estão em andamento e incluem vistoria em propriedades e monitoramento das criações. Entre os dias 20 e 26 de outubro, foram inspecionadas 133 propriedades comerciais e 551 de subsistência. A Cidasc mantém quatro barreiras sanitárias ativas, com fiscalização rigorosa e desinfecção de veículos para evitar a disseminação do vírus.
O Ministério da Agricultura, por sua vez, garantiu à população que o consumo de produtos avícolas devidamente inspecionados continua seguro, ressaltando que a doença de Newcastle, embora grave para aves, apresenta risco mínimo para humanos, causando apenas conjuntivite transitória em casos raros.
Neste contexto, a vigilância e a prevenção se tornam essenciais para conter a propagação da doença, que, se não controlada, pode causar danos irreparáveis à avicultura da região e à segurança alimentar do estado.



