Em uma decisão que promete impactar o bolso dos brasileiros, o Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz) aprovou, no último dia 29 de outubro, o aumento do ICMS sobre combustíveis, que entrará em vigor em 1º de fevereiro de 2027. O reajuste será mais acentuado para o óleo diesel, que terá um incremento de 11,1%. Gasolina e gás de cozinha também sentirão os efeitos, com altas de 4,5% e 4,8%, respectivamente.
O Estado de São Paulo, responsável por uma significativa fatia do PIB nacional, deverá ver os preços dos combustíveis subirem entre R$ 0,07 e R$ 0,13 no próximo ano. O governo do estado, sob a liderança de Tarcísio de Freitas (Republicanos), já se manifestou sobre as novas alíquotas, que são as seguintes: o diesel passará de R$ 1,17 para R$ 1,30 por litro; a gasolina e o etanol terão um aumento de R$ 1,57 para R$ 1,64; e o gás de cozinha, que também aumentará de R$ 1,57 para R$ 1,64 por litro.
O reajuste gerou um embate entre o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência, Guilherme Boulos (PSOL), e o governador paulista. Boulos criticou abertamente o aumento, afirmando que ele não apenas afetará o custo do transporte de mercadorias, o que impactará diretamente os preços dos alimentos, mas também contradiz as promessas de campanha do governador. “Governador Tarcísio, faça a sua parte, ajude o povo brasileiro”, declarou o ministro em um vídeo nas redes sociais.
Em resposta, o governo de São Paulo lamentou as declarações de Boulos, classificando-as como uma distorção dos fatos. O Palácio dos Bandeirantes ressaltou que a decisão sobre o ICMS foi tomada em conjunto com os demais estados e que a alíquota de São Paulo se manteve em 18%, uma das menores do país. O governador também fez questão de lembrar que, ao contrário de outros estados, São Paulo não aumentou sua alíquota nos últimos quatro anos.
A troca de farpas entre os dois políticos levanta questões sobre a responsabilidade na comunicação pública e a transparência em relação às decisões fiscais que afetam a vida de milhões de brasileiros. A polêmica sobre o ICMS é um lembrete de que, mesmo entre aliados em um governo, a divergência de interesses e a busca por um discurso coerente podem gerar tensões significativas no cenário político.



