quarta-feira, 04/11/2026

Brasil mantém liderança em juro real global após decisão do Copom sobre a Selic; confira o ranking atualizado.

O Brasil continua a liderar o ranking global de juros reais, mantendo-se à frente do segundo colocado, a Turquia, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75%…

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O Brasil continua a liderar o ranking global de juros reais, mantendo-se à frente do segundo colocado, a Turquia, após a decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) de manter a Selic em 13,75% ao ano. De acordo com dados do MoneYou, o juro real brasileiro alcançou 9,49%, uma diferença significativa em relação aos demais países. A Turquia, agora em segundo lugar, apresenta um juro real de 7,77%, seguida pela Argentina com 6,80%.

Essa situação evidencia um contraste em um cenário internacional onde a maioria dos países viu uma redução nas taxas reais de juros, impulsionada pelas crescentes expectativas de inflação, especialmente em decorrência das incertezas geopolíticas no Oriente Médio. O relatório do MoneYou destaca que, apesar do contexto desafiador, o Brasil permanece em uma posição robusta, embora questões internas, como a política fiscal e a desvalorização do real, continuem a suscitar dúvidas sobre o futuro da taxa de juros.

Na reunião do Copom, realizada nesta quarta-feira, a decisão de manter a taxa inalterada interrompeu uma sequência de cortes que vinha se estendendo por cinco reuniões. O ambiente econômico tornou-se mais instável após a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva, com o mercado reagindo a novas projeções de inflação e oscilações na moeda americana, que impactaram diretamente a bolsa de valores.

Além disso, a pressão inflacionária se intensifica no Brasil com o aumento dos preços do petróleo, decorrente das tensões internacionais. No cenário global, a manutenção de juros foi a escolha de 85,98% dos países analisados, enquanto apenas 9,15% optaram por aumentá-los e 4,88% promoveram cortes.

Com relação aos juros nominais, o Brasil ocupa a quarta posição, atrás de países como a Turquia, que lidera com 36%, e a Argentina, com 29%. Essa classificação ressalta a complexidade do cenário econômico brasileiro, que precisa navegar entre uma taxa alta e os desafios internos e externos que impactam a inflação e o crescimento.

Crédito da imagem: Como a Selic mexe com tudo na sua vida