terça-feira, 03/11/2026

Brasil aguarda proposta dos EUA sobre tarifas em breve, afirma ministro

O Brasil aguarda ansiosamente por um esboço de acordo comercial a ser enviado pelos Estados Unidos, esperado entre esta semana e a próxima. A informação foi revelada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e…

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O Brasil aguarda ansiosamente por um esboço de acordo comercial a ser enviado pelos Estados Unidos, esperado entre esta semana e a próxima. A informação foi revelada pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, que destacou a importância das negociações no contexto das tarifas impostas por Washington, que atingem setores estratégicos da economia brasileira.

Durante uma coletiva, o ministro explicou que a proposta americana deverá incluir sugestões de concessões comerciais, como a redução de tarifas em determinados setores. “Tivemos uma reunião em 30 de setembro e eles prometeram nos enviar um termo de referência. Estamos na quarta semana desde então”, comentou Elias Rosa, enfatizando que, após receber a proposta, o Brasil fará suas próprias ofertas e contrapropostas.

O ministro também afirmou que, apesar de eventuais influências políticas, como as eleições de meio de mandato nos EUA, o Brasil mantém o foco no seu trabalho e não espera que isso altere as negociações. “O povo americano define as eleições, e nós temos um caminho a seguir”, disse.

A questão tarifária é um tema sensível, especialmente após os EUA terem imposto tarifas de 25% e 12,5% sobre produtos brasileiros, sob a alegação de práticas desleais e questões relacionadas ao trabalho forçado. O governo brasileiro, por sua vez, considera que tais medidas têm um caráter mais político do que comercial e já protocolou um pedido de consultas na Organização Mundial do Comércio (OMC) para discutir a situação.

Recentemente, em setembro, representantes dos dois países se reuniram em Genebra para tentar encontrar um consenso, mas, se não houver acordo em 60 dias, uma das partes pode solicitar que o assunto seja levado a julgamento na OMC. O Brasil também enfrenta a resistência dos EUA em permitir que a China participe do processo.

Além das negociações comerciais, o governo brasileiro está avançando na Política Nacional de Minerais Críticos e Estratégicos, sancionada pelo presidente Lula em setembro. Essa política busca estabelecer diretrizes para a pesquisa e exploração de minerais essenciais, com a criação de um conselho dedicado ao tema. O ministro Elias Rosa revelou que a definição da lista de minerais críticos e estratégicos não deve trazer surpresas, embora reconheça que a ausência de alguns nomes possa surpreender especialistas.

Os minerais considerados críticos são aqueles cujo fornecimento pode ser afetado por riscos que impactam setores fundamentais da economia, enquanto os estratégicos são vistos como vitais para o progresso tecnológico e a balança comercial. O Brasil ainda não possui uma lista oficial, mas a expectativa é que ela seja definida em breve, abrangendo minerais importantes para a transição energética e a indústria de alta tecnologia.