quinta-feira, 05/11/2026

Mercado japonês registra queda superior a 6% em resposta à desvalorização das ações de IA nos Estados Unidos

Uma onda de vendas generalizadas nas bolsas de valores asiáticas, impulsionada pela forte queda em Wall Street, marcou o início do pregão desta sexta-feira (6). O índice Nikkei 225, de Tóquio, sofreu um tombo…

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Uma onda de vendas generalizadas nas bolsas de valores asiáticas, impulsionada pela forte queda em Wall Street, marcou o início do pregão desta sexta-feira (6). O índice Nikkei 225, de Tóquio, sofreu um tombo de 6,2%, enquanto o Kospi da Coreia do Sul recuou 7,1%, refletindo um clima de incerteza que se intensifica no mercado financeiro global.

As causas para esse cenário negativo são diversas, mas um fator preponderante foi a desvalorização das ações de empresas ligadas à inteligência artificial. Após meses de valorização acentuada, as ações desse setor começam a ser questionadas, com críticos apontando que os preços podem ter atingido níveis insustentáveis, configurando uma bolha. A pressão foi exacerbada por preocupações relacionadas à construção de data centers de IA, que pode ser afetada pelo encarecimento dos empréstimos.

Nos Estados Unidos, a situação foi igualmente alarmante. O S&P 500 viu uma queda de 4,4%, a maior desde abril de 2025, enquanto o Dow Jones despencou 1.833 pontos. O Nasdaq, fortemente atrelado ao setor de tecnologia, caiu 5,5% e ficou 11,9% abaixo de sua máxima histórica. A instabilidade do mercado foi acentuada pelos resultados das recentes eleições de meio de mandato, que levantaram preocupações sobre a possibilidade de novas restrições à expansão de data centers.

As consequências são diretas: a Nvidia, um dos ícones do setor de chips de IA, caiu 9,3%, e outras empresas, como a Advanced Micro Devices, registraram perdas ainda mais significativas. A diminuição da demanda por chips pode ter um efeito cascata sobre o crescimento econômico dos EUA, que tem se apoiado fortemente na tecnologia de IA.

Em meio a esse cenário de volatilidade, o mercado de energia apresenta uma dinâmica própria, com o petróleo bruto dos EUA subindo 0,60%, enquanto o Brent avançou 3,88%. A instabilidade geopolítica, especialmente a guerra com o Irã, continua a criar incertezas sobre o futuro do setor energético.

Os investidores estão buscando refúgio em títulos do Tesouro dos EUA, como evidenciado pela queda nos rendimentos dos Treasuries. O rendimento do título de 10 anos caiu para 4,84%, sugerindo uma migração para ativos considerados mais seguros em tempos de incerteza. Apesar de alguns indicadores econômicos, como a queda nas solicitações de seguro-desemprego, mostrarem sinais positivos, a confiança no mercado permanece abalada.

Como resultado, a combinação de fatores econômicos, políticos e tecnológicos cria um ambiente desafiador para os investidores, que se veem na difícil posição de navegar por um mar de incertezas e volatilidade.